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Porque gosto do tema. Porque o tema interessa e está na ordem do dia. Porque o nome deste blog representa uma esperança, um sonho a ser vivido por pessoas, por familias. Porque temos de re-aprender a poupar, ter gosto e fazer o pé de meia, de ser mais como a formiga e menos como a cigarra...
Porque sim.
por PAULA CORDEIRO
Nível de exigência de informação a prestar aumenta. Tudo em defesa do risco
Conseguir a aprovação de um crédito à habitação junto da banca tornou-se numa tarefa ciclópica, ao alcance de poucos. Os níveis de rejeição de novos pedidos de empréstimo são elevados - apesar de a banca não revelar números - e quem o consegue pode considerar-se feliz se o spread negociado não ultrapassar 1,5 pontos.
Com o aumento do desemprego, a precariedade laboral e o consequente aumento do crédito malparado, o risco dos portugueses agravou-se. Além disso, devido à crise da dívida pública, os bancos estão a financiar-se nos mercados internacionais a taxas de juro mais elevadas, obrigando a que se seja mais selectivo na concessão.
As exigências de informação e garantias junto dos potenciais candidatos a um empréstimo à compra de casa aumentaram. Além da habitual informação sobre o agregado familiar, rendimentos auferidos e situação profissional, os candidatos a um crédito têm agora de prestar outros dados.
Alguns bancos estão a exigir informação actualizada (ao último mês) sobre os créditos em pagamento, com o valor das respectivas prestações. Dados que os bancos, normalmente, consultam junto da Central de Responsabilidade de Crédito (CRC) do Banco de Portugal, mas agora fazem uma espécie dupla confirmação junto do potencial cliente.
Por outro lado, a banca recorre com mais frequência à figura do avaliador. Como explica ao DN um gestor bancário, é solicitada a apresentação desta garantia a quem trabalha em determinados sectores de actividade. Ou seja, um empregado da construção dificilmente conseguirá um crédito sem apresentar um fiador, que se responsabiliza pelo pagamento do empréstimo. O sector de actividade a que estão ligados profissionalmente os candidatos a um crédito à habitação passou a ser um ponderador muito importante na determinação do scoring (nota de risco) do cliente.
Os sectores em que os níveis de desemprego são maiores são, pois, ponderados com elevado grau de risco, colocando muitos clientes em patamares de spreads elevados que inviabilizam muitos dos projectos.
Em contrapartida, trabalhadores ligados a actividades em franca expansão, como por exemplo a informática, não encontrarão grandes dificuldades em obter financiamento.
Só com uma declaração de contrato de trabalho sem termo se consegue partir para uma negociação de crédito, bem como com ausência de qualquer divida fiscal e à Segurança Social. A estas acrescem as exigências contratuais, a estabelecer com o banco.
Uma situação que alimentou muito o mercado de compra e venda de casas e consequentemente o crédito à habitação - antes da crise imobiliária actual se instalar - foi o facto de muitos portugueses comprarem uma casa maior, e melhor, depois de venderem a que tinham antes. Por vezes, a compra de casa nova ocorria ainda antes da venda da usada, com a existência de diversos mecanismos de empréstimos a permitirem suportar os dois créditos por determinados prazos.
Como os consumidores conseguiam, desta forma, realizar mais- -valias imobiliárias, podiam pedir um novo empréstimo inferior ao valor da nova casa.
Agora tal já não é possível. Com o mercado de usados estagnado, dificilmente alguém consegue trocar de casa, uma vez que os bancos só emprestam, em média, entre 80 a 60% do valor do imóvel. Já não é possível, pois, realizar mais-valias que colmatem esta diferença, nem existe tão-pouco poupança individual suficiente
Fonte: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?co
A s declarações de insolvência de pessoas singulares estão a aumentar. Em dois anos, duplicaram. Uma situação que revela maior conhecimento da lei e que tem permitido a muitas centenas de pessoas libertarem-se do aperto financeiro e recomeçar de novo.
É esse, aliás, o objectivo da lei: permitir um recomeço, uma segunda oportunidade a quem, de repente, se vê atolado numa dívida de 100, 200 ou 300 mil euros. Famílias muitas vezes com rendimentos da ordem dos 1 500 a dois mil euros, "agarradas" pelas instituições financeiras.
"Eu diria que 90 a 95% dos meus clientes não se endividou por maldade", garante Luís M. Martins, advogado especializado em insolvências, a braços com centenas de processos de casais normais, sem empresas ou investimentos em negócios, mas com dívidas de milhares.
Uma situação que, segundo diz, não decorre da crise, é estrutural. " Não é fácil viver neste país. Não é fácil trabalhar e ganhar como deve ser. A maior parte das pessoas ganha 500 euros, um casal ganha 1200; veja-se o preço das rendas. Como é que se pode viver"?
Além disso, as instituições financeiras deslumbram as pessoas, com a possibilidade de se obter dinheiro vivo em 48 horas. E pressionam mais do que deviam. "Tenho um cliente que foi declarado insolvente e uma instituição financeira, ao tomar conhecimento disso, mandou um telegrama a dizer: 'sabemos que está insolvente; temos a solução para si'".
Outro cliente seu, com quem o JN falou, recebeu um telefonema de uma dessas instituições e traçou um cenário o mais miserável possível sobre a sua situação financeira, "só para que a funcionária recebesse o dinheiro do inquérito". Qual não foi o seu espanto quando, dias depois, recebe uma carta a dizer: "Parabéns, o seu crédito foi aprovado!".
Tudo começa com um primeiro empréstimo para a casa e, depois, um segundo para o carro, ou, para fazer face a uma despesa de saúde, por exemplo. Até que se torna necessário recorrer a outros créditos para pagar os anteriores. Inicia-se, então, a bola de neve e o desespero. "Os primeiros 30 mil euros de crédito serão para consumo pessoal, para complementar os ordenados. Os restantes 80/ 100 mil são para pagar os primeiros", diz o advogado.
Há clientes seus que "não comem carne nem peixe há mais de um ano", tão endividados estão. E quando assim é, o melhor é apresentar-se num tribunal e pedir falência. Uma dívida de 200 mil pode ficar reduzida a 10 mil euros. O regime de insolvência de pessoas singulares permite-o, desde que sejam cumpridos alguns requisitos.
Luís Martins explica que a lei prevê duas situações: propor um plano de pagamentos ou pedir a exoneração do passivo restante. Ambas, sempre, com intervenção de um advogado e de um juiz e só quando se prova que o devedor agiu de boa fé.
No primeiro caso, o devedor propõe-se pagar um determinado montante, consoante os seus rendimentos, durante um certo período de tempo, e dividi-lo por todos os credores. Se os credores aceitarem é, então, iniciado o processo.
Findo o período estabelecido para o pagamento (quatro ou cinco anos), o devedor fica livre do restante em dívida. Caso o plano de pagamentos não seja aprovado, então o devedor deverá pedir a exoneração do passivo restante. Vai ao juiz, entrega os seus bens e, durante cinco anos, pagará "o que pode". Pode até nem pagar nada, caso se encontre desempregado.
Se o juiz aceitar, fixa um plano de pagamentos. Retira o que o agregado familiar precisa para viver e determina o montante a pagar por mês. É nomeado um administrador de insolvência, a quem o devedor entrega o dinheiro, mensalmente. Este administrador é também responsável pela "vigilância" do insolvente. Tem de confirmar que os seus rendimentos não aumentam - se aumentarem, é revisto o montante a pagar -, garantir que os pagamentos são feitos e, em caso de desemprego, verificar se se esforça por o procurar. Caso seja cumpridor, ao fim dos cinco anos fica livre da sentença e da dívida restante e pronto para recomeçar uma nova vida.
A lei está em vigor desde Setembro de 2004, mas ainda não é suficientemente conhecida. Tem como objectivo proporcionar uma nova oportunidade. Os casos de insolvência singular duplicaram em dois anos - de 370, em 2006 para 651, em 2008. O Ministério da Justiça não dispõe ainda de dados do ano passado, mas, segundo os advogados, o número de casos cresceu e continuará a crescer.
Fonte:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/I
Publicado Novembro 12, 2008 por Pedro Pais
Simples gestos como apagar as luzes dos compartimentos que não estamos a usar, fechar a torneira quando lavamos os dentes, usar a descarga mais fraca do autoclismo quando não é necessária a mais forte, fechar a torneira quando estamos a “ensaboar” a loiça, podem não render milhares, mas incutem em nós o espírito da poupança.
No entanto, há outros gestos que fazem realmente diferença no orçamento familiar. De grosso modo, vêem-me à mente:
◦Tomar o pequeno-almoço em casa. Nada como tomar um belo pequeno almoço em casa. Com direito a uma peça de fruta, um iogurte, cereais, uma torrada, até mesmo uma tosta, leite, café. Alem de ser mais económico é sem dúvida mais saudável e equilibrado. Uns simples 2 a 3 euros diários podem render ao fim do mês 90 euros. E para isso não necessita de se levantar muito mais cedo, porque, não esqueça, também perde tempo quando o toma no café.
◦Levar qualquer coisa para almoçar no trabalho também é uma boa opção. Hoje em dia grande parte das empresas dispõe de um local, basicamente equipado, para aquecer o almoço. Por experiência própria sobra sempre qualquer coisa do jantar que se pode utilizar para o almoço. Para quem não tem essa facilidade, umas sandes, uns iogurtes, uma salada e fruta são boas alternativas, mesmo que não diariamente, ao restaurante. Além de poupar cerca de €200/mês, tem o prazer de não ficar a cheirar a fritos depois da refeição.
◦Supere a tentação de comprar várias revistas semanais, ou diversos jornais diários. Naturalmente as grandes noticias são as mesmas em toda(os)s. Assistir ao telejornal, coloca-nos de modo geral bem informados.
◦As crianças naturalmente estão a crescer. Assim não abuse na compra de roupas. Rapidamente deixarão de lhes servir. Se o número de peças for exagerado para as necessidades da criança, depressa verificará que no fim da estação foram pouco usadas. O mesmo se aplica aos sapatos.
◦O mesmo para si. Aposte nos básicos e de cores neutras. Um bom fato, de bom corte, de cor neutra, facilmente poderá usar por vários anos. Pequenos detalhes farão a diferença. Uma gravata ou uma camisa, no caso dos homens. Um colar ou uma echarpe para as mulheres. São itens baratos com os quais poderá variar bastante, dando-lhe logo uma aparência diferente. Um bom par calças e/ou saias podem ser combinadas com variadíssimos tops, camisas, casacos, túnicas etc.
◦Atenção aos serviços de televisão por cabo. Facilmente pode aderir a um pacote, do qual não vai usufruir. Para quê tantos canais se dificilmente os vê a todos?
◦Muitas pessoas ao comprar um carro, raramente se dão conta que o custo inicial não é o custo real do carro. Não se esqueça dos consumos, dos seguros, das revisões, das inspecções e nem do “selo”. Por vezes faz-se um “sacrifício” para comprar o carro dos sonhos, esquecendo-se que as despesas correntes são bastantes elevadas. Um carro de alta cilindrada, bastante equipado, não tem os mesmos valores de manutenção de um carro mais básico.
◦Tem a sua família real necessidade de ter dois ou mais carros? Com organização não poderão reduzir o número de viaturas? Por vezes mais vale andar esporadicamente de táxi, do que ter um carro parado, somente para as eventualidades.
◦Os passeios de fim-de-semana são deveras uma tentação. O passeio num shopping é certo e sabido que termina numa compra, nem sempre necessária e muitas vezes evitável. Existe uma grande diferença entre o essencial e o desejado, em especial porque a lista do que se deseja não tem fim. Experimente um passeio ao ar livre. Parta à descoberta da sua cidade. Vai ver que existe muitos pormenores que desconhecia.
◦Vença a tentação de usar o telemóvel, para um simples “Está tudo bem?”, “Chegaste bem?” ou “Demoras muito?”. Se não se lembra, até há pouco tempo o telemóvel não existia e todos nós passávamos bem sem ele. Claro que faz falta, mas use com ponderação.
É claro que cada um tem as suas prioridades e prazeres. O que para uns é um prazer, para outros é algo a que não dão qualquer importância. Utilize o seu dinheiro em necessidades e em algo que lhe dê realmente prazer, para não correr o risco de o gastar e nem sequer saber em quê. Use-o com moderação e critério.
Artigo escrito por Sofia Pereira, no âmbito do passatempo “A Bolsa Para Iniciados”.
in http://www.pedropais.com/
Prefira olhos nos olhos.
Não delegue. Se tiver que delegar, delegue em quem confia ou pelo menos em alguem igualmente interessado. Mas se recorrer a um terceiro - intermediário, consultor etc - faça por explicar muito bem - escreva, faça desenhos se for preciso - qual a sua situação e nunca, nunca assuma que está disposta a fazer "tudo o que for preciso" para sair do problema. Admita apenas que está disposto a estudar uma alternativa á sua situação actual.
E até nem pode ser um problema... pode apenas querer negociar uma transferênca de crédito, uma redução de spread etc.
Mas se tiver problemas... Não entre no jogo do "tem de... senão..."
Principalmente se a sua vida sofreu um revés que o atirou para problemas financeiros quem lhe concedeu o crédito é igualmente responsável pelo seu incumprimento.
Nunca diga "Eu não pago porque não posso"; Diga apenas "Eu quero pagar a prestação na totalidade, mas neste momento só posso pagar X".
Afinal se deixar de comer, fica doente e entaão é que deixa de ter hipótese de pagar o que quer que seja! Pense nisto da próxima vez que receber o telefonema ameaçador e mal educado da "Marta" ou do "Martelão" da Cofi***
Contar os trocos e chegar ao fim do dia de bolsos vazios

Uma família que em Julho de 2005 tinha um empréstimo de 100 mil euro, a 30 anos, com um «spread» de 0,7 por cento e indexado à Euribor a seis meses pagava 411,27 euros por mês. Hoje, uma família com uma situação idêntica paga 585,99 euros, mais 175 euros mensais.
Para evitarem o incumprimento dos pagamentos pelas famílias, os bancos têm vindo a apresentar várias soluções. Ainda há duas semanas, a Caixa Geral de Depósitos lançou uma nova campanha de crédito à habitação com várias opções para tentar reduzir os encargos mensais das famílias com os empréstimos.
O primeiro passo é dirigir-se ao seu banco e renegociar as condições. Optar por pagar só juros durante alguns anos, deixar uma fatia do empréstimo para o fim do contrato ou aumentar o prazo do crédito são algumas das opções para reduzir as prestações. Mas no fim, todas elas se tornam mais caras , já que no final do empréstimo o valor total do banco é superior ao montante pago num contrato de crédito com menos tempo de vigência e com amortização de capital.
Alargamento do prazo de 30 para 50 anos
O «Jornal de Negócios» fez as contas e a opção do alargamento do prazo de contrato de 30 para 50 anos, tendo como referência o exemplo já referido, permite baixar a prestação de 75 euros, dos 585,99 euros para os 510,8 euros. mas no fim do crédito pagará mais quase 100 mil euros.
Optar por deixar para o fim do contrato 30% do capital, através de um diferimento, permite cortar cerca de 30 euros à prestação. Mas atenção que na última prestação terá que desembolsar mais de 30.000 euros de uma só vez. O crédito ficará 18.800 euros mais caro.
Já se escolher a carência de capital, nos primeiros anos paga só juros. Mas após o fim desse período, começa a amortizar capital, o que significa que terá de diluir o empréstimo por menos anos. Ou seja, no caso usado pelo «Jornal de Negócios», nos primeiros cinco anos paga uma prestação mensal de cerca de 480 euros, um valor que representa apenas juros. Nos restantes meses, e caso a Euribor não sofra alterações, pagará mais de 640 euros. A factura final do crédito também sobe. Paga mais 5%.
Estas opções acabam por surtir efeito no curto prazo, reduzindo o seu encargo mensal. Mas no fim todas acabam por se revelar mais vantajosas também para o banco, que no final recebe mais dinheiro pelos 100 mil euros concedidos.
Mas não tem que ter assim. Caso preveja uma subida ainda mais prolongada pode optar por uma taxa fixa, podendo até conseguir uma prestação inferior à que paga actualmente. Se tiver uma poupança pode amortizar o crédito.
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Banco ou Instituição Financeira
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Valor em Dívida
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Pagamento Min. Mensal
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Crédito Pessoal nº 5
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Cartão de crédito nº 1
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Cartão de crédito nº 2
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Cartão de crédito nº 3
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Cartão de crédito nº 4
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Cartão de crédito nº 5
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Outro
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Outro
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