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Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Boas noticias

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=534229&pn=1

 



publicado por livre_de_dividas às 13:32
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Recomeçar

 

Decidi reactivar o blog.

 

Porque gosto do tema. Porque o tema interessa e está na ordem do dia. Porque o nome deste blog representa uma esperança, um sonho a ser vivido por pessoas, por familias. Porque temos de re-aprender a poupar, ter gosto e fazer o pé de meia, de ser mais como a formiga e menos como a cigarra...

Porque sim.

 

 



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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Isto não é de agora, mas é bom relembrar.
EMPRÉSTIMOS

Bancos 'esmiúçam' vida de quem quer comprar casa

por PAULA CORDEIRO


Nível de exigência de informação a prestar aumenta. Tudo em defesa do risco

Conseguir a aprovação de um crédito à habitação junto da banca tornou-se numa tarefa ciclópica, ao alcance de poucos. Os níveis de rejeição de novos pedidos de empréstimo são elevados - apesar de a banca não revelar números - e quem o consegue pode considerar-se feliz se o spread negociado não ultrapassar 1,5 pontos.

Com o aumento do desemprego, a precariedade laboral e o consequente aumento do crédito malparado, o risco dos portugueses agravou-se. Além disso, devido à crise da dívida pública, os bancos estão a financiar-se nos mercados internacionais a taxas de juro mais elevadas, obrigando a que se seja mais selectivo na concessão.

As exigências de informação e garantias junto dos potenciais candidatos a um empréstimo à compra de casa aumentaram. Além da habitual informação sobre o agregado familiar, rendimentos auferidos e situação profissional, os candidatos a um crédito têm agora de prestar outros dados.

Alguns bancos estão a exigir informação actualizada (ao último mês) sobre os créditos em pagamento, com o valor das respectivas prestações. Dados que os bancos, normalmente, consultam junto da Central de Responsabilidade de Crédito (CRC) do Banco de Portugal, mas agora fazem uma espécie dupla confirmação junto do potencial cliente.

Por outro lado, a banca recorre com mais frequência à figura do avaliador. Como explica ao DN um gestor bancário, é solicitada a apresentação desta garantia a quem trabalha em determinados sectores de actividade. Ou seja, um empregado da construção dificilmente conseguirá um crédito sem apresentar um fiador, que se responsabiliza pelo pagamento do empréstimo. O sector de actividade a que estão ligados profissionalmente os candidatos a um crédito à habitação passou a ser um ponderador muito importante na determinação do scoring (nota de risco) do cliente.

Os sectores em que os níveis de desemprego são maiores são, pois, ponderados com elevado grau de risco, colocando muitos clientes em patamares de spreads elevados que inviabilizam muitos dos projectos.

Em contrapartida, trabalhadores ligados a actividades em franca expansão, como por exemplo a informática, não encontrarão grandes dificuldades em obter financiamento.

Só com uma declaração de contrato de trabalho sem termo se consegue partir para uma negociação de crédito, bem como com ausência de qualquer divida fiscal e à Segurança Social. A estas acrescem as exigências contratuais, a estabelecer com o banco.

Uma situação que alimentou muito o mercado de compra e venda de casas e consequentemente o crédito à habitação - antes da crise imobiliária actual se instalar - foi o facto de muitos portugueses comprarem uma casa maior, e melhor, depois de venderem a que tinham antes. Por vezes, a compra de casa nova ocorria ainda antes da venda da usada, com a existência de diversos mecanismos de empréstimos a permitirem suportar os dois créditos por determinados prazos.

Como os consumidores conseguiam, desta forma, realizar mais- -valias imobiliárias, podiam pedir um novo empréstimo inferior ao valor da nova casa.

Agora tal já não é possível. Com o mercado de usados estagnado, dificilmente alguém consegue trocar de casa, uma vez que os bancos só emprestam, em média, entre 80 a 60% do valor do imóvel. Já não é possível, pois, realizar mais-valias que colmatem esta diferença, nem existe tão-pouco poupança individual suficiente

 

Fonte: http://dn.sapo.pt/bolsa/interior.aspx?content_id=1556925

 



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Quinta-feira, 22 de Abril de 2010
Uma solução

Falência de casais duplicou em dois anos

Possibilidade de pedir insolvência começa a ser mais conhecida

00h16m

CLARA VASCONCELOS

A s declarações de insolvência de pessoas singulares estão a aumentar. Em dois anos, duplicaram. Uma situação que revela maior conhecimento da lei e que tem permitido a muitas centenas de pessoas libertarem-se do aperto financeiro e recomeçar de novo.

É esse, aliás, o objectivo da lei: permitir um recomeço, uma segunda oportunidade a quem, de repente, se vê atolado numa dívida de 100, 200 ou 300 mil euros. Famílias muitas vezes com rendimentos da ordem dos 1 500 a dois mil euros, "agarradas" pelas instituições financeiras.

"Eu diria que 90 a 95% dos meus clientes não se endividou por maldade", garante Luís M. Martins, advogado especializado em insolvências, a braços com centenas de processos de casais normais, sem empresas ou investimentos em negócios, mas com dívidas de milhares.

Uma situação que, segundo diz, não decorre da crise, é estrutural. " Não é fácil viver neste país. Não é fácil trabalhar e ganhar como deve ser. A maior parte das pessoas ganha 500 euros, um casal ganha 1200; veja-se o preço das rendas. Como é que se pode viver"?

Além disso, as instituições financeiras deslumbram as pessoas, com a possibilidade de se obter dinheiro vivo em 48 horas. E pressionam mais do que deviam. "Tenho um cliente que foi declarado insolvente e uma instituição financeira, ao tomar conhecimento disso, mandou um telegrama a dizer: 'sabemos que está insolvente; temos a solução para si'".

Outro cliente seu, com quem o JN falou, recebeu um telefonema de uma dessas instituições e traçou um cenário o mais miserável possível sobre a sua situação financeira, "só para que a funcionária recebesse o dinheiro do inquérito". Qual não foi o seu espanto quando, dias depois, recebe uma carta a dizer: "Parabéns, o seu crédito foi aprovado!".

Tudo começa com um primeiro empréstimo para a casa e, depois, um segundo para o carro, ou, para fazer face a uma despesa de saúde, por exemplo. Até que se torna necessário recorrer a outros créditos para pagar os anteriores. Inicia-se, então, a bola de neve e o desespero. "Os primeiros 30 mil euros de crédito serão para consumo pessoal, para complementar os ordenados. Os restantes 80/ 100 mil são para pagar os primeiros", diz o advogado.

Há clientes seus que "não comem carne nem peixe há mais de um ano", tão endividados estão. E quando assim é, o melhor é apresentar-se num tribunal e pedir falência. Uma dívida de 200 mil pode ficar reduzida a 10 mil euros. O regime de insolvência de pessoas singulares permite-o, desde que sejam cumpridos alguns requisitos.

Luís Martins explica que a lei prevê duas situações: propor um plano de pagamentos ou pedir a exoneração do passivo restante. Ambas, sempre, com intervenção de um advogado e de um juiz e só quando se prova que o devedor agiu de boa fé.

No primeiro caso, o devedor propõe-se pagar um determinado montante, consoante os seus rendimentos, durante um certo período de tempo, e dividi-lo por todos os credores. Se os credores aceitarem é, então, iniciado o processo.

Findo o período estabelecido para o pagamento (quatro ou cinco anos), o devedor fica livre do restante em dívida. Caso o plano de pagamentos não seja aprovado, então o devedor deverá pedir a exoneração do passivo restante. Vai ao juiz, entrega os seus bens e, durante cinco anos, pagará "o que pode". Pode até nem pagar nada, caso se encontre desempregado.

Se o juiz aceitar, fixa um plano de pagamentos. Retira o que o agregado familiar precisa para viver e determina o montante a pagar por mês. É nomeado um administrador de insolvência, a quem o devedor entrega o dinheiro, mensalmente. Este administrador é também responsável pela "vigilância" do insolvente. Tem de confirmar que os seus rendimentos não aumentam - se aumentarem, é revisto o montante a pagar -, garantir que os pagamentos são feitos e, em caso de desemprego, verificar se se esforça por o procurar. Caso seja cumpridor, ao fim dos cinco anos fica livre da sentença e da dívida restante e pronto para recomeçar uma nova vida.

A lei está em vigor desde Setembro de 2004, mas ainda não é suficientemente conhecida. Tem como objectivo proporcionar uma nova oportunidade. Os casos de insolvência singular duplicaram em dois anos - de 370, em 2006 para 651, em 2008. O Ministério da Justiça não dispõe ainda de dados do ano passado, mas, segundo os advogados, o número de casos cresceu e continuará a crescer.



Fonte:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1550161

 



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Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Alguns Truques de Poupança

Publicado Novembro 12, 2008 por Pedro Pais

Simples gestos como apagar as luzes dos compartimentos que não estamos a usar, fechar a torneira quando lavamos os dentes, usar a descarga mais fraca do autoclismo quando não é necessária a mais forte, fechar a torneira quando estamos a “ensaboar” a loiça, podem não render milhares, mas incutem em nós o espírito da poupança.

No entanto, há outros gestos que fazem realmente diferença no orçamento familiar. De grosso modo, vêem-me à mente:

◦Tomar o pequeno-almoço em casa. Nada como tomar um belo pequeno almoço em casa. Com direito a uma peça de fruta, um iogurte, cereais, uma torrada, até mesmo uma tosta, leite, café. Alem de ser mais económico é sem dúvida mais saudável e equilibrado. Uns simples 2 a 3 euros diários podem render ao fim do mês 90 euros. E para isso não necessita de se levantar muito mais cedo, porque, não esqueça, também perde tempo quando o toma no café.
◦Levar qualquer coisa para almoçar no trabalho também é uma boa opção. Hoje em dia grande parte das empresas dispõe de um local, basicamente equipado, para aquecer o almoço. Por experiência própria sobra sempre qualquer coisa do jantar que se pode utilizar para o almoço. Para quem não tem essa facilidade, umas sandes, uns iogurtes, uma salada e fruta são boas alternativas, mesmo que não diariamente, ao restaurante. Além de poupar cerca de €200/mês, tem o prazer de não ficar a cheirar a fritos depois da refeição.
◦Supere a tentação de comprar várias revistas semanais, ou diversos jornais diários. Naturalmente as grandes noticias são as mesmas em toda(os)s. Assistir ao telejornal, coloca-nos de modo geral bem informados.
◦As crianças naturalmente estão a crescer. Assim não abuse na compra de roupas. Rapidamente deixarão de lhes servir. Se o número de peças for exagerado para as necessidades da criança, depressa verificará que no fim da estação foram pouco usadas. O mesmo se aplica aos sapatos.
◦O mesmo para si. Aposte nos básicos e de cores neutras. Um bom fato, de bom corte, de cor neutra, facilmente poderá usar por vários anos. Pequenos detalhes farão a diferença. Uma gravata ou uma camisa, no caso dos homens. Um colar ou uma echarpe para as mulheres. São itens baratos com os quais poderá variar bastante, dando-lhe logo uma aparência diferente. Um bom par calças e/ou saias podem ser combinadas com variadíssimos tops, camisas, casacos, túnicas etc.
◦Atenção aos serviços de televisão por cabo. Facilmente pode aderir a um pacote, do qual não vai usufruir. Para quê tantos canais se dificilmente os vê a todos?
◦Muitas pessoas ao comprar um carro, raramente se dão conta que o custo inicial não é o custo real do carro. Não se esqueça dos consumos, dos seguros, das revisões, das inspecções e nem do “selo”. Por vezes faz-se um “sacrifício” para comprar o carro dos sonhos, esquecendo-se que as despesas correntes são bastantes elevadas. Um carro de alta cilindrada, bastante equipado, não tem os mesmos valores de manutenção de um carro mais básico.
◦Tem a sua família real necessidade de ter dois ou mais carros? Com organização não poderão reduzir o número de viaturas? Por vezes mais vale andar esporadicamente de táxi, do que ter um carro parado, somente para as eventualidades.
◦Os passeios de fim-de-semana são deveras uma tentação. O passeio num shopping é certo e sabido que termina numa compra, nem sempre necessária e muitas vezes evitável. Existe uma grande diferença entre o essencial e o desejado, em especial porque a lista do que se deseja não tem fim. Experimente um passeio ao ar livre. Parta à descoberta da sua cidade. Vai ver que existe muitos pormenores que desconhecia.
◦Vença a tentação de usar o telemóvel, para um simples “Está tudo bem?”, “Chegaste bem?” ou “Demoras muito?”. Se não se lembra, até há pouco tempo o telemóvel não existia e todos nós passávamos bem sem ele. Claro que faz falta, mas use com ponderação.
É claro que cada um tem as suas prioridades e prazeres. O que para uns é um prazer, para outros é algo a que não dão qualquer importância. Utilize o seu dinheiro em necessidades e em algo que lhe dê realmente prazer, para não correr o risco de o gastar e nem sequer saber em quê. Use-o com moderação e critério.

Artigo escrito por Sofia Pereira, no âmbito do passatempo “A Bolsa Para Iniciados”.
in http://www.pedropais.com/

 



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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
Como negociar com o seu Banco ou Empresa de Consultoria Financeira

Prefira olhos nos olhos.

 

Não delegue. Se tiver que delegar, delegue em quem confia ou pelo menos em alguem igualmente interessado. Mas se recorrer a um terceiro - intermediário, consultor etc - faça por explicar muito bem - escreva, faça desenhos se for preciso - qual a sua situação e nunca, nunca assuma que está disposta a fazer "tudo o que for preciso" para sair do problema. Admita apenas que está disposto a estudar uma alternativa á sua situação actual.

E até nem pode ser um problema... pode apenas querer negociar uma transferênca de crédito, uma redução de spread etc.

 

Mas se tiver problemas... Não entre no jogo do "tem de... senão..."

Principalmente se a sua vida sofreu um revés que o atirou para problemas financeiros quem lhe concedeu o crédito é igualmente responsável pelo seu incumprimento.

Nunca diga "Eu não pago porque não posso"; Diga apenas "Eu quero pagar a prestação na totalidade, mas neste momento só posso pagar X".

Afinal se deixar de comer, fica doente e entaão é que deixa de ter hipótese de pagar o que quer que seja! Pense nisto da próxima vez que receber o telefonema ameaçador e mal educado da "Marta" ou do  "Martelão" da Cofi***

 



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Domingo, 27 de Julho de 2008
http://dn.sapo.pt/2008/07/27/sociedade/contar_trocos_e_chegar_fim_dia_bolso.html

Contar os trocos e chegar ao fim do dia de bolsos vazios


KÁTIA CATULO texto
RODRIGO CABRITA foto
Quem vive com 10 euros por dia. Não foi necessário passar fome, nem endividar-me para garantir comida na mesa, mas durante duas semanas alterei todas as rotinas para evitar derrapagens nas minhas contas domésticas. Introduzi mudanças nos hábitos alimentares, abdiquei de cinema e de noites de copos, racionei café e tabaco e, mesmo assim, tive de esticar os trocos para chegar ao fim de cada dia com quase nada

Contar os trocos e chegar ao fim do dia de bolsos vazios
 
Viver com 10 euros por dia é tão fácil como fazer contas de cabeça. Basta subtrair todos os caprichos e manter as necessidades básicas. O que tem isso de extraordinário? Afinal, se há quase um milhão de portugueses a fazer o mesmo, porque é que também eu não conseguiria? Para os que já estão irritados com esta conversa de mulher de classe média, há sempre o consolo de saber que o meu optimismo desmoronou-se ao fim de alguns dias e, duas semanas mais tarde, transformou-se num caso psiquiátrico de angústia.

Só quem não está habituada a contar os trocos de cada vez que entra numa pastelaria ou compra um maço de tabaco é que se dá ao luxo de ser tão ingénua como fui até vestir a pele de uma lisboeta que todos os dias tem de esticar uma nota de 10 euros para fazer compras no supermercado, assegurar pelos menos três refeições diárias e ainda fornecer ao corpo doses frequentes de cafeína e de nicotina.

Valeram-me dois grandes trunfos para todo este esforço não resultar num enorme fracasso: fui todos os dias a pé da Rua Passos Manuel até ao edifício do Diário de Notícias, na Avenida da Liberdade (Lisboa) e, por isso, não dependi de transportes públicos para me deslocar à redacção. Nem sequer precisei de incluir as contas da água, luz, telemóvel e renda de casa, pois, felizmente, as despesas fixas não foram incluídas neste desafio. No meu caso, garantir a alimentação foi o suficiente para cumprir os objectivos desta missão. Caso contrário, teria de desistir mesmo antes de começar.

Quinta-feira dia 10 deste mês, anotei no meu bloco o que teria de gastar durante os 15 dias seguintes - 150 euros. Entrei no supermercado para fazer as compras da semana e risquei da lista todos os luxos a que nos últimos anos me fui habituando: as bolachas de maçã e canela, a caixa de gelado de chocolate negro, os sumos de polpa de fruta, os biscoitos de arroz tufado para trincar nas horas de trabalho, os iogurtes líquidos do pequeno-almoço, os hambúrgueres de soja, as massas integrais, o vinagre de sidra, o vinho tinto, as fatias de pão escuro com sementes de sésamo, as saladas embaladas e prontas a comer, os bifes de vaca, o açúcar mascavado, o requeijão, a compota de morango, o café de saco e o chá early grey.

O esforço foi recompensado: a conta baixou de 50 para 30 euros, mas, em contrapartida, no frigorífico e nas prateleiras da despensa ficaram só os produtos que asseguram a sobrevivência de qualquer mortal - arroz, esparguete, conservas, pescada congelada, frango, legumes, fruta, manteiga, leite e queijo. Resta ainda excluir os produtos de limpeza e de higiene - que vão ter de ficar para mais tarde -, acrescentar os 6,75 euros que gastei nas 45 carcaças para o lanche e o pequeno-almoço de duas semanas e, por fim, adicionar os 17,25 euros de cinco maços de tabaco que alimentaram o meu vício durante os últimos dias. O orçamento inicial de 150 euros desceu para 65,25 euros, que, divididos por 15, deram a quantia certa para gastar em cada dia - quatro euros e 42 cêntimos.

Para quem até há pouco tempo conseguiu fazer uma refeição fora de casa quase todos os dias, ir ao cinema uma vez por semana ou acabar a noite de sexta-feira no Bairro Alto sem provocar derrapagens no orçamento doméstico, acostumar-me à nova condição foi como tentar manter-me de pé em cima de um carrossel. Os primeiros ensaios foram desastrosos e serviram apenas para mostrar que restava só uma alternativa: virar do avesso todas as rotinas.

Na sexta-feira, levantei-me pela manhã e, ainda antes do pequeno-almoço, fui convocada para sair mais cedo em reportagem. Saí de casa a correr e nem me ocorreu que um estômago vazio não aguenta muitas horas sem protestar. Mesmo assim consegui almoçar por 3,25 euros e lanchar por 1,80 - foi o suficiente para fracassar ao segundo dia.

O exemplo serviu para não voltar a repetir o mesmo erro. Uma jornalista quase nunca tem um dia igual ao outro e por isso passei a antecipar os imprevistos: cozinhar de véspera as refeições para o dia seguinte; levantar mais cedo para poder tomar o o pequeno-almoço em casa, dispensar o metro e o autocarro e andar a pé na maioria das vezes em que precisei de me deslocar, reduzir para metade a cafeína - de cinco para dois cafés após lanche e almoço -; racionar o tabaco e passar fumar uma média de seis a sete cigarros por dia, menos cinco do que o habitual; abdicar de cinema, praia, noites de copos ao fim-de-semana e restaurantes.

A partir daí, as moedas que sobraram no meu bolso foram mais do que suficientes para não passar fome ou ter de pedir ajuda ao Banco Alimentar ou a qualquer outra instituição de solidariedade. Pior seria se fosse uma fiel cliente dos farmacêuticos, se a máquina de lavar deixasse de trabalhar ou se a janela da sala se estilhaçasse. Qualquer um destes pequenos infortúnios bastaria para deitar por terra o esforço de duas semanas.

Tudo correu como planeado e até houve oportunidade para me espreguiçar nas esplanadas durante os dias de folga. Só da primeira vez, é que foi preciso um pouco mais de sacrifício para subir a pé a do Largo de Santa Bárbara até ao miradouro da Graça. Em 20 minutos cheguei ao destino, mas antes de cortar a meta já me sentia como uma criatura perdida num deserto. É impossível enfrentar 32 graus de uma tarde de Verão sem ter ao lado uma garrafa de água fresca para recuperar o fôlego. O bebedouro público do jardim teria tornado o meu problema insignificante não fosse o azar de estar tão seco como a minha garganta.

Contei os trocos e concluí que daria para consumir alguma coisa na esplanada. "Quanto é um café e uma água?", perguntei a medo. A empregada demorou a responder e até fiquei com a sensação de que me olhou de lado como se fosse uma pelintra no meio de turistas a beber imperais e devorar tostas mistas. A resposta fez-me engolir em seco: "Um café é 1, 50 e uma água sem gás um euro." Tive vontade de me levantar e procurar outro lugar, mas a verdade é que me faltou coragem para aguentar a humilhação. Optei então por continuar e restringir ainda mais os meus gastos até ao fim do dia.

Tudo tem o seu lado positivo e também esta experiência resultou noutra lição que me serviu de emenda. Desde essa tarde de calor, a capital transformou-se numa cidade cercada de fronteiras que não poderia atravessar a não ser que usasse os transportes públicos. Houve alturas em que utilizei a rede do metropolitano mas, na maioria das vezes, circunscrevi-me apenas aos lugares possíveis de se percorrer a pé. Circulei pelas ruas como se Lisboa tivesse a dimensão de uma aldeia.

Viver com 10 euros todos os dias é um esforço que se suporta melhor durante a semana, mas que se torna demasiado penoso aos sábados e domingos, quando o trabalho não nos ocupa a cabeça. Dar tempo a quem não tem dinheiro é algo parecido como oferecer um presente envenenado. As horas vagas serviram para pensar na minha condição - que felizmente é temporária - e na de todos os outros 960 mil portugueses que têm de estar sempre a contar os trocos até chegar ao fim de cada dia. E na manhã seguinte recomeçar outra vez a contagem.

Acaba por ser tão desgastante que é preferível ficar em casa, entretida com os livros e as séries televisivas que, em vez de me distraírem, serviram para afundar-me cada vez mais nas minhas dúvidas existenciais. De que vale andar a trabalhar de segunda a sexta se depois não sobra dinheiro para de vez em quando almoçar um peixe grelhado na marginal de Alcochete, beber um copo depois do cinema ou planear um destino de férias?

Provavelmente terá sido também a ausência de nicotina e de cafeína que contribuiu para obscurecer o meu estado de espírito. Se tivesse de vestir por mais alguns meses a pele de quem vive com 10 euros, estaria em breve a tomar um antidepressivo para aguentar a rotina. Ou talvez não. Só depois de saber qual a comparticipação do Estado nos medicamentos é que teria de decidir se podia ou não engolir um comprimido antes de adormecer. |

sinto-me:

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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Dia 21/07/2008 www.iol.pt
Economia

Crédito à habitação

Cinco formas de travar o aumento da prestação da casa

2008/07/21   09:20 Redacção /  LF
 
Renegociar condições com o banco é o primeiro passoSegundo o «Jornal de Negócios», desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a aumentar os juros para a Zona Euro os indexantes dos empréstimos à habitação já duplicaram. Esta evolução tem dificultado a vida de muitas famílias que vêem o orçamento mensal reduzido.

 

Uma família que em Julho de 2005 tinha um empréstimo de 100 mil euro, a 30 anos, com um «spread» de 0,7 por cento e indexado à Euribor a seis meses pagava 411,27 euros por mês. Hoje, uma família com uma situação idêntica paga 585,99 euros, mais 175 euros mensais.

Para evitarem o incumprimento dos pagamentos pelas famílias, os bancos têm vindo a apresentar várias soluções. Ainda há duas semanas, a Caixa Geral de Depósitos lançou uma nova campanha de crédito à habitação com várias opções para tentar reduzir os encargos mensais das famílias com os empréstimos.

O primeiro passo é dirigir-se ao seu banco e renegociar as condições. Optar por pagar só juros durante alguns anos, deixar uma fatia do empréstimo para o fim do contrato ou aumentar o prazo do crédito são algumas das opções para reduzir as prestações. Mas no fim, todas elas se tornam mais caras , já que no final do empréstimo o valor total do banco é superior ao montante pago num contrato de crédito com menos tempo de vigência e com amortização de capital.

Alargamento do prazo de 30 para 50 anos

O «Jornal de Negócios» fez as contas e a opção do alargamento do prazo de contrato de 30 para 50 anos, tendo como referência o exemplo já referido, permite baixar a prestação de 75 euros, dos 585,99 euros para os 510,8 euros. mas no fim do crédito pagará mais quase 100 mil euros.

Optar por deixar para o fim do contrato 30% do capital, através de um diferimento, permite cortar cerca de 30 euros à prestação. Mas atenção que na última prestação terá que desembolsar mais de 30.000 euros de uma só vez. O crédito ficará 18.800 euros mais caro.

Já se escolher a carência de capital, nos primeiros anos paga só juros. Mas após o fim desse período, começa a amortizar capital, o que significa que terá de diluir o empréstimo por menos anos. Ou seja, no caso usado pelo «Jornal de Negócios», nos primeiros cinco anos paga uma prestação mensal de cerca de 480 euros, um valor que representa apenas juros. Nos restantes meses, e caso a Euribor não sofra alterações, pagará mais de 640 euros. A factura final do crédito também sobe. Paga mais 5%.

Estas opções acabam por surtir efeito no curto prazo, reduzindo o seu encargo mensal. Mas no fim todas acabam por se revelar mais vantajosas também para o banco, que no final recebe mais dinheiro pelos 100 mil euros concedidos.

Mas não tem que ter assim. Caso preveja uma subida ainda mais prolongada pode optar por uma taxa fixa, podendo até conseguir uma prestação inferior à que paga actualmente. Se tiver uma poupança pode amortizar o crédito.

 


 

 

A opinião dos leitores

 

  • RKO2008-07-21 11:07
    Triste Portugal  (ler)
     
    Já se percebeu qua a habitação voltou a ser um luxo em portugal. Nos anos 60, centenas de milhar de portugueses procuraram na emigração a solução para ter uma habitação própria em portugal. Trabalhavam quase em exclusivo para esse fim. Hoje? Num país que tem um PIB per cápita na ordem dos 13300 euros ano, facilmente chega a conclusão que tanto o arrendamento como a compra é uma situação para aperto financeiro. Um jovem casal com um filho que tenham estes vencimentos medios(cerca de 950 euros por pessoa) e pague 500 euros de habitação, mais 200 para despesas inerentes a agua, luz, gas, condominio... fica quase com 40% do vencimento entregue à habitaçao. Por mim acho que nao é possivel se alimentar convenientemente por menos de 5 euros por pessoa por dia. Este mesmo casal gastaria 450 euros. O automovel é outro encargo brutal (Um deposito por mes 90, se reflectir a despesa por mes de uma viatura media para trocar apenas ao fim de 8 anos, seroa mais 200. Seguros automovel, vida, casa, recheio (todos obrigatorios) mais 90. Ja somaram? 1530 euros. Sobra 370 euros por mes para tudo o resto, infantario, vestir, bla bla bla. Vivemos acima das possibilidades dizem uns... Nao admira que as taxas de natalidade estejam onde estão, que o credito mal parado esteja em alta, que a percentagem de pobres seja elevado.
    Por mim nao estamos acima das nossas possibilidades economicas. Nao fora verdade porque é que a banca para promover a aquisição de habitação propria ja expandiu o limite temporal dos creditos acima de esperança média de vida dos portugueses? CGD (ate ao 80 anos???). Será porquê? Triste portugal

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Domingo, 22 de Junho de 2008
Consultoras Financeiras

A propósito dos Serviços de Consultoria Financeira, e uma vez que na semana passada surgiu a primeira Associação dos Consultores de Crédito, lembrei-me de partilhar algumas informações "interessantes"...

A medida em si poderá ser positiva, desde que regulamentada pelo Banco de Portugal, com regras universais e bem definidas que ajude a separar o trigo do joio em termos da veracidade das informações prestadas pelos chamados "Consultores Financeiros" e suas empresas de "Consultoria Financeira",

Não faltam, de momento, em Portugal, empresas de consultoria financeira que surgiram e se multiplicaram nos últimos anos como cogumelos... e como os cogumelos nem todas são de confiar!

Histórias e "estórias" de como a troco de uma promessa de resolução de problemas financeiros e de gestão de créditos pessoais, pessoas dos mais variados estratos sociais e com a mais diversa cultura financeira, em verdadeiro desespero de causa, enviaram dinheiro - desde os 25€ até 400€ - para moradas em locais diversos e claro está, nunca mais souberam dos seus "processos". O mais grave de tudo isto é a possibilidade real de surgirem créditos fraudulentos por utilização abusiva dos dados pessoais.

As pessoas esquecem-se no seu desespero que há uma verdade universal: NAO HÁ MILAGRES! Por isso não se deve acreditar em milagres. Há soluções que têm de ser bem estudadas para ver se realmente valem a pena ou não.

Se tem dividas cujas prestações está com dificuldades em cumprir e/ou se tem/teve incidentes já registados, lembre-se do seguinte:

1º para consolidação de crédito habitação, pessoais , cartões de crédito, automóvel etc precisa obrigatoriamente de dar um (ou mais)  imóvel como garantia.

2º esse imóvel tem de ter um valor de avaliação muito superior ao que precisa para consolidar os seus créditos.

Por exemplo, supondo que o valor total dos seus créditos é de 165 000€   incluindo o Crédito Habitação, se quiser consolidar precisa de reunir garantias reais - imóveis - num valor de pelo menos 275 000€. Se não tiver incidentes poderá conseguir consolidar a 80% ou seja precisará de reunir garantias reais no valor de sensivelmente 206 000€.Muitas vezes, nesta fase da discussão das garantias, apressam-se a propor a intervenção de uma 3ª pessoa ( um familiar sem créditos e com patromónio...)

Pois...

3º Um crédito "consolidado" não é o mesmo que um crédito habitação, por isso as pessoas devem esquecer o beneficio fiscal pela amortização e juros. Isso pode significar que em vez de ser reembolsado pelas Finaças passe a pagar ao Fisco!

4º Como qualquer crédito que envolve prestação de garantias, tem de se ter em conta os gastos com o "estudo" do processo, avaliação dos imóveis, que nem sempre corre da melhor maneira, ou seja, nem sempre o valor de avaliação é o que se necessita para o crédito passar... mas que o Cliente tem na mesma que pagar já que não é grátis e geralmente é pago á cabeça pelo "potencial cliente"... afinal o crédito pode não passar á fase seguinte.

5º Geralmente e mesmo sem ser rigorosamente necessário, as Consultoras financeiras carregam sempre os prazos maximos até para aumentar a probabilidade de aceitação, porque diminui a prestação, logo aumenta a capacidade do cliente suportar a mesma, mas isso só significa que os créditos vão ficar mais dispendiosos, ie, vai pagar muito mais juros.

6º Desconfie de propostas de "consolidação" que envolvam leasing. O leasing imobiliário é uma grande acha na fogueira. Porque a propriedade do bem - imóvel- passa para o banco que com este contrato lhe cede o usufruto desse mesmo bem - imóvel- até ao pagamento da última renda, que é quando o bem passa a ser do locatário ( aquele que pagou as rendas e o chamado valor residual que é a ultima renda). As dificuldades começam porque o prazo do leasing imobiliário só muito raramente ultrapassa os 15 anos, logo as prestações não são "pera fácil"... e normalmente os spreads são superiores a 1, 5%... no tempo em que os spreads do Crédito Habitação estavam nos 0,5%-0,7%. Até porque este produto de crédito não tem por finalidade a aquisição de Habitação Permanente.

7º Lembre-se de uma coisa muito importante: as consultoras não trabalham de graça. Assim, para além de receberem comissão dos Bancos com quem trabalham, geralmente, cobram uma percentagem que pode chegar aos 5% (!) do valor financiado. Como? Desde que a relação financiamento/garantia o permita e o crédito seja aceite pelo Banco.

Por exemplo:

Cliente com incidentes,  mas com capacidade para suportar uma prestação mensal até 2000€ , valor dos créditos a consolidar 165000€ despesas 2500€ ( Registos provisórios, Escrituras ) valor da garantia 300 000€. Neste caso a Financeira pode-lhe cobrar no minimo: 3500€ pelos seus serviços depois de receber do Banco uma comissão de entre 1700€ e 2500€.

Ou seja, o seu "desaire" financeiro pode render até  6000€ a uma qualquer financeira!

Pense bem! Faça Contas! Lembre-se: se houver solução o seu Banco é um dos maiores interessados!  Considere e experimente uma dieta financeira, nos moldes em que lhe sugerimos de seguida, altere os seus hábitos de gastos surpefluos e vai ver que se sente melhor!

 

 



publicado por livre_de_dividas às 22:20
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
Guia da Gestão das Finanças Pessoais
Um grande problema actual das famílias portuguesas é o grau do seu endividamento. A maior parte das famílias portuguesas encontram-se sobre – endividadas e, paradoxalmente, a recorrência ao crédito não mostra tendência de decrescimento, com a emergência de novos negócios de Consultoria Financeira a surgir com grande pujança em Portugal.
 
Estes negócios visam “aconselhar” os Clientes em termos de Crédito, quer numa perspectiva de novas propostas, quer na reestruturação dos créditos que já detenham. No entanto, uma vez que só facturam o Cliente face á aprovação de créditos, muitas vezes a tendência é empurrar o Cliente para o endividamento e não para o verdadeiro aconselhamento.
 
Isto é particularmente notório já que a maior parte das pessoas que recorrem a estes consultores, não conseguem por aí mais facilmente o crédito de que necessitam do que por exemplo, se recorressem ao seu Banco. Ou seja, uma pessoa por ter a sua capacidade de endividamento esgotada ou por já não ter a ficha limpa no Banco de Portugal, não consegue o Crédito da empresa de consultoria financeira assim como não consegue directamente no Banco ou na Financeira de serviço telefónico.
 
O objectivo deste texto é simplesmente de servir de guia aquelas pessoas que esgotadas todas as possibilidades de reestruturação de divida ou da obtenção de novos créditos para pagamento de velhos – o que é um erro crasso – não conseguem ver luz ao fundo do túnel para desbloquear a sua situação financeira.


publicado por livre_de_dividas às 14:53
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Qual o valor real das suas dívidas?
É altura para “acordar” para o valor real das suas dívidas e fazer a seguinte pergunta:
 
Qual é o valor real da minha dívida?
 
Por mais surpreendente que possa parecer a maior parte das pessoas não sabe responder com exactidão a esta questão, ou se sabe, e no caso de ser casado ou viver em união, o outro membro do casal não sabe.
 
É fundamental ter presente o valor total da dívida, saber reparti-la por cada tipo de empréstimo e também quais as taxas de juro (nominal e efectiva) de cada um.
 
O primeiro passo é então colocar todas as contas em cima da mesa, calcular o valor total em divida e o valor da prestação e começar a amortizar!
 
Use o nosso Quadro para fazer os cálculos respectivos.
 
 
 
Banco ou Instituição Financeira
Valor em Dívida
Pagamento Min. Mensal
TAEG
Hipoteca
 
 
 
 
Crédito Pessoal nº 1
 
 
 
 
Crédito Pessoal nº 2
 
 
 
 
Crédito Pessoal nº 3
 
 
 
 
Crédito Pessoal nº 4
 
 
 
 
Crédito Pessoal nº 5
 
 
 
 
Cartão de crédito nº 1
 
 
 
 
Cartão de crédito nº 2
 
 
 
 
Cartão de crédito nº 3
 
 
 
 
Cartão de crédito nº 4
 
 
 
 
Cartão de crédito nº 5
 
 
 
 
Outro
 
 
 
 
Outro
 
 
 
 
Outro
 
 
 
 
Outro
 
 
 
 
Outro
 
 
 
 
Total
 
 
 
 
QUADRO DOS CRÉDITOS A LIQUIDAR


publicado por livre_de_dividas às 14:51
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